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Como lidar com o Medo?

  • Foto do escritor: Admin
    Admin
  • 13 de mar. de 2018
  • 3 min de leitura

Atualizado: 27 de jan.



O medo é um mecanismo de defesa, que se utilizado da forma correta serve realmente para nos proteger dos perigos da vida real.

Pense comigo esse mecanismo, pode estar em ação quando você precisa sair de casa em uma noite escura, e anda com cuidado observando quem está ao seu redor. Você sente medo, que torna sua atenção mais presente ao que está acontecendo ao seu redor. É o medo que nos faz olhar para os dois lados quando atravessamos a rua.


O medo sim, pode ser um aliado, se utilizado da maneira correta.


Acontece que frequentemente sentimos algo que denominamos medo, frente à desafios que a vida nos coloca. Uma mudança necessária de emprego, um desafio que precisa ser vencido, um limite que precisa ser ultrapassado, tudo isso gera medo não é mesmo?


Eu te respondo... em partes!


Porque na maioria das vezes o que sentimos são outras coisas, o medo é uma forma de generalizar os sentimentos, colocando-os em uma esfera quase inatingível.

Nos atendimentos que eu realizo, tanto em terapia quanto coaching, sempre faço perguntas para podermos chegar no sentimento exato que está causando aquela "sensação de medo". Em 85% dos casos, não há um medo real, e sim, um conjunto de outros sentimentos e emoções que estão presentes, e geram de um modo geral ansiedade.


Como assim Carol?


Eu explico com um exemplo.

Uma cliente precisava muito tomar uma decisão, que impactaria toda a sua vida, mudar ou não de emprego. Sua queixa era que o medo parecia maior que ela, e a impedia de tomar uma atitude, como se ela ficasse paralisada.

Em uma de nossas sessões, começamos a trabalhar pontos, que não estavam conscientes, mas estavam atuando na situação. Chegamos juntas a conclusão que aquilo que ela atribuía ao medo, era na verdade alguns fatores em conjunto que estavam gerando uma grande ansiedade, como por exemplo:

  • Necessidade de Controle (ela estava partindo para o desconhecido e não sabia o que esperava por ela);

  • Apego a tudo que ela tinha construído na empresa atual;

  • Falta de confiança em seu pleno potencial de dar conta;

  • Autocrítica exacerbada (e se viesse um fracasso pela frente?)

  • Dificuldade em projetar cenários (ela ficava presa à cena de um possível fracasso e não conseguia ir adiante em outros possíveis cenários como o de sucesso, por exemplo);

  • Dificuldade em estar na posição de Aprendiz (já estava há muitos anos na empresa atual, e sentia dificuldades de ser aprendiz novamente)


A lista era mais longa, e de posse dela fomos confrontando todos estes fatores, um a um, e trazendo para a realidade os recursos que ela tinha a seu favor para contrapor cada um desses "medos". Por exemplo, diante da necessidade de controle trabalhamos aquilo que ela poderia controlar, suas entregas, suas competências adquiridas até então olhando para tudo que ela construiu profissionalmente e valorizando sua trajetória. Também trabalhamos a ideia de que muitas vezes o que foge do controle pode nos surpreender positivamente, e se, caso isso não ocorra, sempre há uma lição a ser aprendida, assim em todos os casos sempre o saldo poderá ser positivo.


Ao final do nosso processo, não somente ela conseguiu fazer a transição que precisava, como estava realmente mais confiante em seu potencial como profissional, porque lá dentro daquilo que ela chamava de medo estava na realidade uma autoestima que precisava ser valorizada também.


Quando colocamos todos esses fatores em uma grande sacola chamada "medo", é como se tirássemos o poder que está em nossas mãos de confrontar o que realmente está acontecendo. Quando conseguimos nomear exatamente o que está por trás aumentamos o poder de mudar de verdade a situação e tornamos nosso "medo" totalmente irrelevante, pois ele já não tem o mesmo significado.


Com isso eu te pergunto, será que seu medo é realmente medo?


Um grande abraço! Caroline Penteado

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Caroline Penteado - Psicóloga, apaixonada pelo desenvolvimento humano e por contribuir com a transformação pessoal das pessoas com quem se relaciona. ​É especialista em dinâmica dos grupos pela SBDG. Possui formação em análise Transacional, Coaching e cursos de aprofundamento na Abordagem Sistêmica segundo Bert Hellinger. 

Atua há mais de 10 anos com desenvolvimento de pessoas, no âmbito pessoal e organizacional passando por empresas de grande porte no RS. Teve sua atuação focada principalmente em desenvolvimento de Lideranças. Atualmente com foco em Terapia, Coaching e Trabalho com grupos. É apaixonada por seu propósito, que é em ajudar as pessoas a viver uma vida plena, consciente e INTEIRA.

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